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Águas Invisíveis
Águas Invisíveis
Sob os nossos pés existe um mundo oculto de água subterrânea. Não só esta dá vida a ecossistemas únicos, como é aí que se encontra uma grande parte das águas que bebemos. Nesta conferência, Ana Sofia Reboleira revela a importância vital destas águas “invisíveis”, a surpreendente biodiversidade que nelas habita e a importância de cuidarmos dessa biodiversidade se quisermos manter a nossa água potável.
Investigadora, espeleóloga e professora na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Ana Sofia Reboleira descobriu mais de 70 espécies novas para a ciência e liderou expedições em cavernas de todos os continentes, exceto a Antártida. Uma viagem aos lençóis de água da Terra, lembrando a urgência em proteger o que raramente vemos, mas que nos é vital.
12 NOV 2025
QUA 19:00
Entrada gratuita*
Duração 1h30
Em português
*mediante pré-inscrição disponível em culturgest.pt ou levantamento de bilhete 15 min. antes (sujeito à lotação da sala). As pré-inscrições não levantadas são disponibilizadas 15 min. antes do início da conferência.
BIOGRAFIA
Ana Sofia Reboleira é professora na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL), fundadora e líder do Grupo de Investigação em Ecologia Subterrânea do Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais (CE3C) e Curadora no Museu Nacional de História Natural e da Ciência. Doutorada em Biologia, Mestre em Ecologia e Gestão de Ecossistemas e Licenciada em Biologia pela Universidade de Aveiro. Integra a lista “World’s Top 2% Scientists”, que distingue os investigadores com maior impacto a nível mundial e que se inserem, assim, nos 2% de investigadores mais influentes nas suas áreas científicas, de acordo com o estudo realizado pela Universidade de Stanford (USA). As suas descobertas permitiram triplicar o número de espécies exclusivamente cavernícolas conhecidas no nosso país e revelar um novo hotspot de biodiversidade subterrânea mundial em Portugal. Espeleóloga desde tenra idade, já visitou mais de 2000 cavernas e liderou expedições científicas em todos os continentes, exceto na Antártida. Já descobriu e descreveu mais de 70 novas espécies para a ciência. Foi recentemente distinguida na área da conservação, restauro e monitorização da biodiversidade em Portugal, com o prémio Belmiro de Azevedo-FCT (2023). Antes de iniciar funções na FCUL, foi Professora Associada na Universidade de Copenhaga na Dinamarca, Professora Associada Visitante na Universidade de Macquarie, em Sydney na Austrália, e Visitante convidada na Universidade de Harvard, USA.