Silvia Federici

Mulheres, caça às bruxas e acumulação de capitais
© Ian Aberle.

"A bruxa aparece como uma personagem lendária, imaginária. Não é. Houve mulheres que de facto foram presas, perseguidas e mortas. Temos que lutar para garantir que não sejamos queimadas de novo.”

Por todo o mundo, a violência contra as mulheres aumentou, muitas vezes assumindo a forma de uma nova “caças às bruxas”. Silvia Federici examina o significado deste retorno, relacionando-o com as caças às bruxas que ocorreram nos séculos XVI e XVII — na Europa e no "novo mundo" — e com as novas formas de acumulação capitalista, analisando o significado da figura da bruxa na teoria e na cultura feminista.

Silvia Federici, ativista, feminista, escritora e professora de Filosofia Política e Estudos Internacionais na Universidade de Hofstra em Nova Iorque, leva-nos nesta viagem ao passado tão recente que acompanha o lançamento da versão portuguesa do seu mais recente e aclamado livro Caliban e a Bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva, editado pela editora Orfeu Negro.

07 OUT 2020
QUA 16:00

Live streaming

em culturgest.pt
Duração 90 min

Em inglês com tradução simultânea

Cofinanciado pelo programa Europa Criativa da União Europeia no âmbito do projeto ACT – Art, Climate, Transition

ACT Art Climate Transition

Parceria

Orfeu Negro

Cofinanciado pelo programa Europa Criativa da União Europeia, no âmbito do projeto ACT — Art, Climate, Transition

Silvia Federici biografia 

Silvia Federici é uma ativista feminista, professora e escritora. Figura de destaque na campanha internacional a favor do salário para o trabalho doméstico, desempenhou também, na década de 1990, um papel importante no protesto contra as políticas de «ajustamento estrutural» do Fundo Monetário Internacional no continente africano. Professora emérita da Universidade de Hofstra, em Nova Iorque, tem publicado vários livros sobre história das mulheres, colonialismo, globalização e trabalho precário, entre os quais se destaca Calibã e a Bruxa, um marco no debate do feminismo radical.

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