Ficção a 2 metros de distância

João Pedro Rodrigues & João Rui Guerra da Mata
© Kisshomaru Shimamura.

Os realizadores João Pedro Rodrigues & João Rui Guerra da Mata questionarão neste workshop não só o cinema com "restrições / limitações / condicionalismos / contrariedades / obstáculos / antagonismos / entraves", como também possíveis paralelismos entre a atual epidemia e o vírus VIH, evocando o escritor e fotógrafo francês Hervé Guibert. Como pensar estes condicionalismos à criação cinematográfica? Como dizem: "A criação livre implica a conquista da liberdade: colectiva, porque o cinema não se faz sozinho e, mais difícil ainda, a individual, porque temos que enfrentar os nossos demónios. O que fazer? Escrever, como implorava Guibert, ou, no nosso caso, FILMAR”.

Os participantes são convidados a trazer o seu esboço de filme ou projeto audiovisual, para discussão junto desta dupla artística.

 

 

19–20 SET 2020

Foyer e Sala 2

10:00—13:00 e 14:30—18:30

40€ preço geral
20€ para estudantes e jovens até 30 anos
Inscrições até 8 SET disponíveis em bocabienal.org
Lotação 10 participantes

Destinatários: estudantes e profissionais de cinema, audiovisual e comunicação, interessados e jovens profissionais de áreas conexas.

Inserido na BoCA Summer School 2020

Produção

BoCa

Produção

BoCA

Parceria

Fundação GDA

Apoios

Câmara Municipal de Lisboa, Fundação Millennium BCP

 

A BoCA é um projeto apoiado pelo Ministério da Cultura / Direção-Geral das Artes

Ficção a 2 metros de distância

No passado dia 12 de Junho, a New York Review of Books publicou um artigo sobre o escritor e fotógrafo francês Hervé Guibert, seropositivo e autor do livro autobiográfico À l'ami qui ne m'a pas sauvé la vie: “Guibert chega à conclusão que uma das poucas misericórdias da SIDA é a ênfase que coloca no pouco tempo que te dá. O que fazer com a vida que não pode ser salva? Use-a, Guibert implora aos seus leitores, e enfureça-se – ou escreva. Muitas das lições deste relato de uma vida que não pode ser salva continuam por aprender, mesmo agora, quando nos deparamos de novo com um vírus feroz (...).”

Recentemente, o Agrupamento Português de Técnicos de Audiovisual elaborou um protocolo Covid-19 com regras para retomar as filmagens. Restrições, limitações, condicionalismos, obstáculos, entraves: sinónimos com que diariamente lidamos na criação cinematográfica. Quanto mais conscientes estivermos desse fiel da balança, melhor poderemos tirar partido dessas restrições. A criação livre implica a conquista da liberdade: coletiva, porque o cinema não se faz sozinho, e individual, porque temos que enfrentar os nossos demónios. O que fazer? Escrever, como implorava Guibert, ou, no nosso caso, filmar.

João Pedro Rodrigues & João Rui Guerra da Mata

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