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Jonathan Capdevielle

À nous deux maintenant
© Arthur Bartlett Gillette.

Jonathan Capdevielle adapta ao teatro Un Crime, romance policial de Georges Bernanos. Desossa os particularismos da província e descasca a franqueza e as tradições dos aldeões para examinar a condição humana com empatia, ternura e humor negro. O “pároco de Mégère” é um recém-chegado que age a contrapelo da religião católica, movido por um enigmático desígnio mortífero. Perdido num policial sem saída, ensurdecido pela polifonia das personagens, o leitor deixa-se engolir pelo labirinto da sua própria investigação.

Capdevielle vai direito ao núcleo deste vulcão de estranheza e terror, na orla do fantástico, pondo em cena o jogo de máscaras desta figura de padre, turva e atraente, que vem perturbar a ordem estabelecida. Brinca com a multiplicidade dos papéis atribuídos a cada um dos atores e com uma interpretação policromática do texto, estendendo o leque de possibilidades da exaltação ao realismo, para melhor esborratar as fronteiras entre realidade, sonho e pesadelo.

Jonathan Capdevielle apresentou na Culturgest Adishatz/Adieu em 2016.

Acontece-lhe ter sonhos, (...) sonhos verdadeiros, sonhos cuja lógica e verosimilhança são tais que parecem prolongar-se mais além, tomar o seu lugar nas nossas recordações, passando a pertencer ao nosso passado? 
Georges Bernanos, Un Crime, 1935

11 JAN 2018
QUI 20:30

12 JAN 2018
SEX 20:30

Grande Auditório
15€*
Duração 3h

* Jovens até 30 anos e desempregados 5€

Espetáculo em francês, com legendas

Conceção, adaptação e encenação

Jonathan Capdevielle 

Interpretação

Clémentine Baert, Arthur B. Gillette/Jennifer Hutt, Jonathan Capdevielle, Dimitri Doré, Jonathan Drillet, Michèle Gurtner 

Consultor artístico/assistente de encenação

Jonathan Drillet 

Conceção e realização cenográfica 

Nadia Lauro 

Construção da cenografia 

Oficinas de Nanterre-Amandiers (Marie Maresca, Michel Arnould, Gabriel Baca, Théodore Bailly, Mickaël Leblond) 

Luzes 

Patrick Riou 

Assistido por 

David Goualou

Sintetizador modular Ray imaginado e construído por 

Benoît Guivarc’h 

com circuitos de 

Ray Wilson 

Criação sonora e musical 

Vanessa Court, Arthur B. Gillette, Jennifer Hutt, Manuel Poletti 

Composição musical 

Arthur B. Gillette

Operação de som 

Vanessa Court 

Colaboração informática musical 

IRCAM (Manuel Poletti) 

Figurinos 

Colombe Lauriot Prévost 

Direção de cena 

Jérôme Masson

Olhar exterior 

Virginie Hammel 

Produção, difusão, administração

Fabrik Cassiopée (Isabelle Morel, Manon Crochemore & Romane Roussel)

Produção delegada 

Association Poppydog 

Coprodução 

Le Quai – Angers, Nanterre-Amandiers, Festival d’Automne à Paris, CDN Orléans, manège – Reims, Théâtre Garonne – Toulouse, L’Arsenic Lausanne, Le Parvis Tarbes, IRCAM Apoio King’s Fountain 

Estreia 

6 de novembro de 2017, Le Quai – Angers

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