Arquivo de Destruição

Pedro Lagoa
arquivo de destruição, 2007-2020
Pedro Lagoa.
arquivo de destruição, 2007-2020
Pedro Lagoa.
arquivo de destruição, 2007-2020
Pedro Lagoa.
arquivo de destruição, 2007-2020
Pedro Lagoa.
arquivo de destruição, 2007-2020
Pedro Lagoa.
arquivo de destruição, 2007-2020
Pedro Lagoa.

Explore a obra online aqui.


Curadoria: Bruno Marchand

 

arquivo de destruição: Departamento de IEC é o lado virtual, em formato website, do arquivo de destruição — obra que Pedro Lagoa tem vindo a desenvolver, desde 2007. O arquivo é um repositório de textos, imagens, filmes ou sons, de natureza documental e ficcional, que sinalizam gestos de destruição na forma física, ideológica ou simbólica. Funcionando como um anti-monumento, esta obra não celebra nem glorifica a destruição: ela dá corpo ao singelo paradoxo que é guardar, para memória futura, uma coleção de atos que procuraram instituir apagamentos, ruínas ou aniquilações, em alguma instância e de algum modo.

Durante as próximas semanas, o arquivo continuará a incorporar novas entradas, sendo atualizado todas as quintas-feiras. Um convite a visitas regulares por parte do público, que pode viajar livremente pelo crescente mapa de conteúdos.

A primeira apresentação pública do arquivo da destruição teve lugar em 2007, em Londres. Desde então, foi sendo desenvolvido e conta atualmente com vários departamentos e secções, um serviço educativo e um selo editorial. Entre materializações esporádicas e manifestações efémeras, foi visto em locais como: Gasworks, Londres (2014); Museu de Serralves, Porto (2014); Galeria Boavista, Lisboa (2012); Nam June Paik Art Centre, Gyeonggi-do (2010); Städel Museum, Frankfurt (2008); Formcontent, Londres (2007).


 

"O tópico da destruição presta-se a questões éticas particularmente sensíveis. O arquivo lida com esta inevitabilidade da única forma possível: trabalhando o volume crescente de existências que o integram de modo a que entre elas se construa um campo isento do mais ínfimo sinal de moralismo. Isso implica, por um lado, protegê-las de tudo o que lhes possa apor um juízo ou atribuir-lhes um valor e, por outro, consagrar-lhes condições de apresentação que possibilitem que no intervalo entre elas se abra espaço para a subjetividade do espectador – o mesmo espaço de liberdade e extrapolação onde se funda o verdadeiro sentido desta obra.

Comissariado pela Culturgest, este projeto faz parte de um conjunto de iniciativas que procuram responder ao contexto imposto pela Covid-19. A pandemia trouxe-nos uma imagem de destruição bastante distinta daquela a que nos habituámos. Esta não é uma destruição espetacular nem parece acontecer em tempo real, mas antes invisível e sorrateira: instala-se sem dar sinal e os seus danos são diferidos. Ao mesmo tempo, as medidas de controle desta pandemia parecem ameaçar, elas mesmas, destruir disposições e valores que dávamos por garantidos. O mundo sairá da pandemia necessariamente diferente de quando entrou. Lidar com essa diferença e construir sobre os seus escombros será uma tarefa tão mais lúcida quanto mais clara se nos afigurarem a mecânica e a ambivalência da destruição."

Bruno Marchand

18 JUN
– 30 SET 2020

A obra online é atualizada com novos conteúdos todas as semanas, um convite a visitas regulares e a uma viagem livre. 

COM

Pedro Lagoa
Bruno Dias Vieira
Pedro Levi Bismarck

desenho gráfico

Maria João Macedo

estrutura e suporte técnico

QUEO

Sobre Pedro Lagoa

Pedro Lagoa é um artista visual cujo trabalho se tem desenvolvido maioritariamente em torno de conceitos de destruição. Explorando o potencial que o acto destrutivo contém de se constituir como expressão de recusa e ferramenta crítica transversal a temporalidades diversas, a sua prática compreende uma diversidade de media, apresentando-se frequentemente sob a forma de instalação, publicação ou vídeo. O seu trabalho tem sido exposto internacionalmente em locais como: Art Polygon, Gwangju (2018); Gasworks, Londres (2014); Museu de Serralves, Porto (2014); Cabaret Voltaire, Zurique (2013); Nam June Paik Art Centre, Gyeonggi-do (2010); Portikus, Frankfurt (2007).

Teaser arquivo de destruição
Teaser arquivo de destruição
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