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Lucia Cadotsch

Speak Low
© Michael Jungblut.

Comissariado: Pedro Costa

O trio de Lucia Cadotsch dedica-se à interpretação dos velhos standards do jazz e designadamente das canções do real book americano que vieram de Tin Pan Alley ou da Broadway, mas em vez de o fazer passivamente, desmembra-os, por vezes literalmente, e apresenta-os de forma diferente. Ainda é possível reconhecê-los (é esse o propósito, ou o repertório não incidiria sobre composições particularmente conhecidas como Gloomy Sunday, Strange Fruit ou Moon River), mas surgem como temas do nosso tempo e não como relíquias de museu. Inclusive, determinados detalhes das composições originais transformam-se em motivos condutores, tal como no sampling do hip-hop. O facto de o grupo não incluir um instrumento harmónico nem uma bateria, e de a leitura realizada ser intencionalmente crua, fugindo ao romantismo que lhes estava implícito, ajuda a caracterizar a diferença desta abordagem da cantora suíça e dos seus parceiros da Suécia, Otis Sandsjö e Petter Eldh. Além de que o saxofone tenor do primeiro pode, por vezes, soar como um sintetizador vintage e o contrabaixo do segundo como uma drum machine da década de 1980, rodeando a voz com a desenvoltura inaugurada pelo free jazz. O grupo chama ao que faz de «retro-futurismo acústico», estando em linha com outros projetos em que encontramos ou encontrámos Cadotsch, como LIUN and the Science Fiction Band («pop sintética para pessoas do dia depois de amanhã»), Yellow Bird («bluegrass super-dada») e Lucerne Jazz Orchestra («swing do século XXI»).

05 ABR 2018
QUI 21:30

Grande Auditório
12€*
Duração 1h
M/6

* Jovens até 30 anos e desempregados 5€ 

voz

Lucia Cadotsch

saxofone tenor

Otis Sandsjö 

contrabaixo

Petter Eldh

Mais sobre Lucia Cadotsch

Lembrem-se do nome Lucia Cadotsch – vai ser muito falado. Cadotsch é uma jovem cantora suíça que canta com uma clareza clássica, a simplicidade da música folk e um apetite genuíno para interpretar canções famosas, na companhia de dois instrumentalistas free-jazz superdotados… É tudo estranhamente delicioso.

John Fordham, The Guardian

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