Por que Contamos Histórias?

Por que Contamos Histórias?

Inês Brasão, Inês Lampreia, Susana Moreira Marques

Por que Contamos Histórias?

Inês Brasão, Inês Lampreia, Susana Moreira Marques

Por que contamos histórias? Este é o mote para uma conversa a três vozes com quem conta histórias, sejam ficcionais, reais, ou um cruzamento entre ambas. Refletimos sobre a necessidade humana de criar narrativas, não apenas para representar o mundo e o seu passado, mas para o revelar em todas as suas possibilidades, e fazendo-o viver da forma única que, por vezes, só a literatura consegue revelar. Contar histórias é como lançar sementes, ativa gestos quotidianos de memória, de cuidado, de persistência. Nesta conversa, exploramos também a importância pessoal e política da ficção, um lugar onde a palavra se torna resistência e o imaginário território de contágio. O encontro reúne três escritoras que exploram estes caminhos através da escrita - autora dos livros de não-ficção literária, Inês Brasão, socióloga e historiadora, que tem recuperado a história esquecida do trabalho servil, e Inês Lampreia, autora de No tempo dos Super Heróis (2024)que, a partir de memórias contadas pelos avós, evoca a vida e a resistência do campo alentejano em meados do século XX.

© Joana Linda.

22 JAN 2026
QUI 19:00

Garantir lugar
Pequeno Auditório
Entrada gratuita*
Duração 2h

*mediante pré-inscrição disponível em culturgest.pt ou levantamento de bilhete 15 min. antes (sujeito à lotação da sala).
As pré-inscrições não levantadas são disponibilizadas 15 min. antes do início da conferência

Por motivos pessoais, Djaimilia Pereira de Almeida não poderá estar presente. A conferência contará com a participação da escritora Susana Moreira Marques, que se junta a esta conversa a partir do seu trabalho e percurso.

BIOGRAFIAS

Inês Brasão é Professora de Sociologia no Politécnico de Leiria desde 1997 e doutorada em Sociologia e Economia Histórica pela NOVA FCSH. Em 1998, foi distinguida com o Prémio Carolina Michaelis de Vasconcelos. Em 2011, obteve o Prémio Maria Lamas pelo estudo da condição servil doméstica em Portugal, o qual deu à estampa o livro “O Tempo das Criadas”. Desde 2020, coordena o Arquivo digital de História do Trabalho Servil Doméstico - Memórias de Servidão - DHLAB-IHC-NOVA FCSH. Entre outros livros, publicou Fêmea, uma história Ilustrada das Mulheres; Dons e Disciplinas do Corpo Feminino e Hotel, os Bastidores. Os seus interesses repartem-se pela história social, história do trabalho e história das mulheres. É investigadora integrada no IHC (Nova FCSH) e colaboradora no CITUR, (IPL).

 

Inês Lampreia é escritora de ficção e prosa poética. Foi premiada em 2011 pela Casa do Alentejo, com o conto Cinco Dedos de Cortiça. Tem publicado em diferentes editoras tais como Editora Urutau, Edições Pasárgada, Centro Mário Cláudio, Universidade de Uppsala e Kultivera Editions, e em revistas internacionais. Desenvolveu projetos de escrita e leituras com pessoas na situação de sem-abrigo, reclusos da Ala Psiquiátrica Forense do Parque de Saúde de Lisboa, jovens emigrantes e estudantes em situação de exílio. Entre 2016 e 2021, foi uma das escritoras responsáveis e participou no projeto Young Writers Lab — um laboratório internacional de escrita. Mais recentemente concebeu, durante dois anos, um projeto de escrita com um grupo de pessoas da Bósnia, Síria, Ucrânia, Turquia e Suécia que resultou na performance literária Gestures or Acts of Disappearance. A sua obra literária articula uma visão crítica do humano, insistindo nas fissuras da experiência. Escreve as Crónicas da Pós-Normalidade para a plataforma de divulgação cultural Coffeepaste, onde propõe uma leitura crítica do presente, questionando ideias de produtividade, eficácia e normalidade num mundo em constante aceleração. Inês Lampreia é licenciada em jornalismo (ESCS-IPL) e mestre em comunicação, cultura e tecnologias da informação (ISCTE). Foi jornalista e tem, a par da literatura, desenvolvido um percurso profissional na área da comunicação cultural. É professora assistente convidada na Escola Superior de Dança (IPL), desde 2022, onde leciona a unidade curricular de Comunicação em Artes; Desenvolve formação na área da comunicação cultural e escrita em diferentes estruturas institucionais e independentes, um pouco por todo o país.
 

Susana Moreira Marques é autora dos livros de não-ficção literária Agora e na hora da nossa morte (traduzido para inglês, francês e espanhol), Quanto tempo tem um diaLenços pretos, chapéus de palha e brincos de ouro, Terceiro andar sem elevador e ainda O quarto, um livro para a infância. O seu trabalho tem sido publicado em revistas como GrantaTin House e Literary Hub, e em meios como PúblicoJornal de Negócios e BBC World Service. Foi cronista na Antena 1 e no jornal Mensagem. É coeditora da revista de não-ficção literária Mamute. Escreve também para televisão e cinema. Vive em Lisboa com as duas filhas.

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