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Marlene Monteiro Freitas

Mal - Embriaguez Divina
© Peter Hönnemann.
© Peter Hönnemann.
© Peter Hönnemann.
© Peter Hönnemann.
© Peter Hönnemann.
© Peter Hönnemann.

"Puro Mal, embora ilustrado celestialmente ... Imperdível!"
in Süddeutsche Zeitung

 

Para explorar as várias formas do mal, um grupo a afundar-se num mar de papel transforma-se num coro posicionado numa tribuna. O título deste trabalho de Marlene Freitas faz várias referências à ambivalência do mal. Mal pode referir-se a uma inquietação, a um desconforto, à dor, ao sofrimento, à agonia, à mágoa, ao tormento, ao vazio, ao horror e também ao maléfico. Entretanto, Embriaguez Divina posiciona o mal como um estado de alucinação divina, de êxtase dionisíaco.

O mal assume várias formas. Surge como força determinante num elevado número de histórias, e o teatro é há muito um contexto onde é revelado e exposto. Para alguns, a experiência do abismo do mal é um pré-requisito para a arte. George Bataille posiciona o mal e a arte em grande proximidade, como duas forças que se opõem a um mundo lícito de cálculo racional. Perceciona as crianças como seres comprometidos com o mal, revoltando-se contra um mundo adulto de convenções inibidoras. A exaltação Divina como uma insurreição transformativa do Mal contra o Bem, convidando a quebrar com a ordem, a escapar às normalizações e a desviar do guião.  

A coreógrafa Marlene Monteiro de Freitas cria mundos de opulência e poesia. Inspira-se em motivos mitológicos, incorporando referências da alta cultura e cultura pop, como por exemplo nos seus trabalhos De Marfim e Carne — As estátuas também sofrem Bacantes – Preludio para uma Purga.

Martin Valdés-Stauber

24 SET 2020
QUI 21:00

25 SET 2020
SEX 21:00

26 SET 2020
SÁB 19:00

Esgotado
Grande Auditório
16€ (descontos)
Duração 90 min
M/6

Cofinanciado pelo programa Europa Criativa da União Europeia no âmbito do projeto ACT – Art, Climate, Transition

ACT Art Climate Transition

COREOGRAFIA

Marlene Monteiro Freitas

APOIO À PRODUÇÃO

Lander Patrick de Andrade

COM

Andreas Merk, Betty Tchomanga, Francisco Rolo, Henri “Cookie” Lesguillier, Hsin-Yi Hsiang, Joãozinho da Costa, Mariana Tembe, Majd Feddah, Miguel Filipe

DESENHO DE LUZ E ESPAÇO

Yannick Fouassier

APOIO À CRIAÇÃO DO ESPAÇO

Miguel Figueira

DIREÇÃO DE CENA

André Calado

DESENHO DE SOM

Rui Dâmaso

PESQUISA

Marlene Monteiro Freitas, João Francisco Figueira

DRAMATURGIA

Martin Valdés-Stauber

Confecção DE FIGURINOS

Marisa Escaleira

PRODUÇÃO

P.OR.K (Bruna Antonelli, Sandra Azevedo, Soraia Gonçalves - Lisboa) e Münchner Kammerspiele (Munique)

DIFUSÃO

Key Performance (Stockholm)

COPRODUÇÃO

Biennale de la danse de Lyon 2020 e Pôle européen de création – Ministère de la Culture/Maison de la Danse en soutien à la Biennale de la danse de Lyon 2020, HAU Hebbel am Ufer (Berlim), Kunstenfestivaldesarts (Bruxelas), International Summer Festival Kampnägel (Hamburgo), Künstlerhaus Mousonturm (Frankfurt), Les Spectacles Vivants/Centre Pompidou, NEXT festival (Eurometropolis Lille, Kortrijk, Tournai & Valenciennes), Ruhrtriennale (Bochum); TANDEM Scène nationale (Douai – Arras); Teatro Municipal do Porto, Theater Freiburg, Wiener Festwochen (Viena), Culturgest

APOIO

Câmara Municipal de Lisboa, Dançando com a diferença (Funchal), Fabbrica Europa|PARC- Performing Arts Research Center (Florença, Itália), La Gare – Fabrique des arts en mouvement (Le Relecq-Kerhuon), Polo Cultural Gaivotas | Boavista (Lisboa), Reykjavík Dance Festival (Reykjavík)

 

P.O.R.K Associação Cultural é uma estrutura financiada pela República Portuguesa - Cultura I Direção-Geral das Artes.
 

Apresentação cofinanciada pelo programa Europa Criativa da União Europeia, no âmbito do projeto ACT – Art, Climate, Transition

Biografia Marlene Monteiro Freitas

Marlene Monteiro Freitas nasceu em Cabo Verde onde co-fundou o grupo de dança Compass. Estudou dança na P.A.R.T.S. (Bruxelas), na E.S.D. e na Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa). Trabalhou com Emmanuelle Huynn, Loic Touzé, Tânia Carvalho, Boris Charmatz, entre outros. Criou as peças de marfim e carne-as estátuas também sofrem (2014), Paraíso-colecção privada (2012-13), (M)imosa (2011) com Trajal Harell, François Chaignaud e Cecilia Bengolea, Guintche (2010), A Seriedade do Animal (2009-10), Uns e Outros (2008), A Improbabilidade da Certeza (2006), Larvar (2006) e Primeira Impressão (2005), obras que têm como denominador comum a abertura, a impureza e a intensidade. É co-fundadora da P.OR.K, estrutura de produção sediada em Lisboa.

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