Workshops

Steve Paxton
© Stephen Petergosky. Steve Paxton e Nancy Stark Smith (1980).

Três workshops para trabalhar a partir das técnicas e as práticas de Steve Paxton.

O primeiro é conduzido por Patrícia Kuypers e incide sobre Contacto-Improvisação (Contact-Improvisation), a técnica mais notável de Paxton que se concentra na relação com o outro, trazendo para o jogo os pontos de contato físico entre dois ou mais parceiros. Esta técnica mobiliza os sentidos, as perceções (tácteis, visuais, auditivos, cinestésicos), a relação com a envolvente (solo, espaço, gravidade) e com o imediato.

Otto Ramstad dirige o workshop sobre Material para a Coluna (Material for the Spine), técnica desenvolvida por Paxton nos últimos 30 anos que explora o movimento dentro dos músculos que suportam a coluna vertebral, assim como as ligações entre a pélvis, a cabeça, as omoplatas e as vértebras. Esta prática individual consiste em exercícios específicos, puzzles corporais e imagética ideocinética que ajudam a fortalecer e coordenar os alicerces do movimento.

João Fiadeiro e Romain Bigé conduzem um workshop que liga as duas técnicas, os estudos refletidos na exposição Esboço de Técnicas Interiores (movimento pedestre, anarquia, contacto, gravidade, silêncio, movimento, solo e relação), e as suas próprias pesquisas sobre composição em tempo real e relação entre dança e filosofia.

03 – 07 JUN      Contacto-Improvisação com Patricia Kuypers

10 – 14 JUN      Executando o plano. Planeando a execução. com João Fiadeiro e Romain Bigé

17 – 21 JUN      Material para a Coluna com Otto Ramstad

3–7 JUN 2019

10–14 JUN 2019

17–21 JUN 2019

Pequeno Auditório

MAIS INFORMAÇÕES

info@re-al.org  

Ciclo Steve Paxton

Coreógrafo, bailarino e improvisador norte-americano, Steve Paxton (1939) tem moldado continuamente a face da dança nas últimas seis décadas. Tendo iniciado a sua carreira nos anos 1950, Paxton dançou com José Limon e Merce Cunningham, foi um dos fundadores da Judson Dance Theatre, fonte de criações coletivas que lançaram as raízes da dança pós-moderna e membro fundador do coletivo de improvisação nova-iorquino Grand Union. Inventou duas técnicas – Contact Improvisation (Contacto Improvisação) e Material for the Spine (Material para a Coluna) –, e cruzou-se com artistas plásticos (como Robert Rauschenberg), tornando-se também marcante para o universo das artes visuais. Tudo isto enquanto escrevia extensamente sobre movimento (mais de cem artigos desde 1970) e atuava em espetáculos de dança improvisada por todo o mundo.

O seu trabalho tem vindo a influenciar coreógrafos e bailarinos, muitas vezes ao ponto de se perder a origem de algumas das suas pesquisas: a análise e integração de movimentos quotidianos (como caminhar), a importância do tato, do peso e do balanço e a abertura ao corpo não-técnico.

Em Portugal, o pensamento de Steve Paxton e do Judson Dance Theater tiveram uma influência decisiva em muitos dos integrantes da chamada Nova Dança Portuguesa, que partilhavam, em vários aspetos, as suas inquietações sobre a relação da arte e do quotidiano.

Partindo desta perspetiva, a Culturgest apresenta o ciclo Steve Paxton que inclui uma exposição com curadoria Romain Bigé e de João Fiadeiro e a apresentação de algumas performances históricas em palco. O programa Paxton não se esgota aqui. A transversalidade do seu trabalho traduz-se ainda numa série de cinco conferências (a primeira das quais com o próprio Paxton), dois workshops sobre Contacto Improvisação e Material para a Coluna, o envolvimento de escolas e a ativação do espaço expositivo numa arena performativa.

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