Esboços de Técnicas Interiores

Steve Paxton
© Stephen Petegorsky.

Steve Paxton no Joy of Movement Center, Cambridge, Massachusetts, janeiro 1978.

CURADORIA Romain Bigé e João Fiadeiro

O trabalho coreográfico de Steve Paxton é uma das referências fundamentais das práticas de movimento contemporâneas, atravessando toda a dança que se segue a Merce Cunningham. Continuamente na vanguarda dos movimentos pós-modernos norte-americanos, Paxton desde sempre deixou o caminho aberto à contaminação entre a arte e o quotidiano.

Esboços de Técnicas Interiores é o primeiro olhar retrospetivo sobre o trabalho e o legado de Steve Paxton, com curadoria de Romain Bigé e João Fiadeiro (ambos estudaram com o coreógrafo americano, tendo desenvolvido pesquisas metodológicas e académicas sobre e a partir do seu pensamento). Concebida em torno de uma das questões mais obsessivas do artista – o que é que o meu corpo faz quando não tenho consciência dele? – a exposição desafia os visitantes a vaguearem pelo estúdio de dança, não apenas para ver dança mas principalmente para observar o movimento com os olhos de um bailarino.

A Culturgest apresenta o ciclo Steve Paxton que, para além desta exposição, inclui a apresentação de algumas performances históricas em palco. O programa Paxton não se esgota aqui. A transversalidade do seu trabalho traduz-se ainda numa série de cinco conferências (a primeira das quais com o próprio Paxton), dois workshops sobre Contacto Improvisação e Material para a Coluna, o envolvimento de escolas e a ativação do espaço expositivo numa arena performativa.

9 MAR
– 14 JUL 2019

Galeria
4€
Entrada gratuita aos domingos

VISITA À HORA DE ALMOÇO

3 ABR 12:00
8 MAI e 5 JUN 13:00
COM Ana Gonçalves

VISITA AO SÁBADO

9 MAR 17:00
COM João Fiadeiro e Romain Bigé
27 ABR, 18 MAI, 13 JUL, 17:00
COM Ana Gonçalves

VISITAS GUIADAS

Marcações e Informações
Tel. 21 761 90 78
Email culturgest.participar@cgd.pt

Ciclo Steve Paxton

Coreógrafo, bailarino e improvisador norte-americano, Steve Paxton (1939) tem moldado continuamente a face da dança nas últimas seis décadas. Tendo iniciado a sua carreira nos anos 1950, Paxton dançou com José Limon e Merce Cunningham, foi um dos fundadores da Judson Dance Theatre, fonte de criações coletivas que lançaram as raízes da dança pós-moderna e membro fundador do coletivo de improvisação nova-iorquino Grand Union. Inventou duas técnicas – Contact Improvisation (Contacto Improvisação) e Material for the Spine (Material para a Coluna) –, e cruzou-se com artistas plásticos (como Robert Rauschenberg), tornando-se também marcante para o universo das artes visuais. Tudo isto enquanto escrevia extensamente sobre movimento (mais de cem artigos desde 1970) e atuava em espetáculos de dança improvisada por todo o mundo.

O seu trabalho tem vindo a influenciar coreógrafos e bailarinos, muitas vezes ao ponto de se perder a origem de algumas das suas pesquisas: a análise e integração de movimentos quotidianos (como caminhar), a importância do tato, do peso e do balanço e a abertura ao corpo não-técnico.

Em Portugal, o pensamento de Steve Paxton e do Judson Dance Theater tiveram uma influência decisiva em muitos dos integrantes da chamada Nova Dança Portuguesa, que partilhavam, em vários aspetos, as suas inquietações sobre a relação da arte e do quotidiano.

Partindo desta perspetiva, a Culturgest apresenta o ciclo Steve Paxton que inclui uma exposição com curadoria Romain Bigé e de João Fiadeiro e a apresentação de algumas performances históricas em palco. O programa Paxton não se esgota aqui. A transversalidade do seu trabalho traduz-se ainda numa série de cinco conferências (a primeira das quais com o próprio Paxton), dois workshops sobre Contacto Improvisação e Material para a Coluna, o envolvimento de escolas e a ativação do espaço expositivo numa arena performativa.

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