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A língua de Zahra

Fatima Sissani
© Francisco Vidal. Zahra Mother Tongue © Fatima Sissani.

Zahra nasceu numa pequena comunidade cabila nas montanhas argelinas. Imigrou há vários anos para França mas recusa-se a aprender francês. A palavra é a base da sua existência e a sua mais importante bagagem. Tal como a de milhares de imigrantes.

A partir do retrato fílmico da sua mãe, Fatima Sissani (1970) trabalha a arte da palavra, tão cara ao universo cultural da imigração argelina em França. Muitas vezes relegados a trabalhos silenciosos e isolados, estes imigrantes encontram na língua do país de origem o retorno às suas raízes, memórias e histórias.

Cineasta e documentarista franco-argelina, os trabalhos de Sissani centram-se em histórias “mínimas” de personagens aparentemente secundárias. É a partir destas narrativas que alcança os temas geopolíticos da nossa contemporaneidade: a migração, o exílio e a linguagem. La langue de Zahra (A língua de Zahra), o seu documentário de estreia,foi apresentado em mais de vinte festivais e ganhou vários prémios.

03 OUT 2019
QUI 21:30

Pequeno Auditório
Entrada gratuita*
Duração 90 min

* Sujeita à lotação e mediante levantamento de bilhete no próprio dia a partir das 21:00

Com legendas em português

Cofinanciado pelo programa Europa Criativa da União Europeia no âmbito do projeto Create to Connect / Create to Impact

Create do Connect

Organização

Memoirs

Apoio

Flanders State of the Art

Curadoria

Projeto MEMOIRS — Filhos do Império e Pós-memórias Europeias
(Centro de Estudos Sociais, Universidade de Coimbra)

Realização

Fatima Sissani

Imagem

Olga Widmer

Som

Olivier Krabbé

Montagem

Anne Lecour

 

MEMOIRS é financiado pelo Conselho Europeu de Investigação (ERC) no âmbito do Programa-Quadro Comunitário de Investigação & Inovação Horizonte 2020 da União Europeia (n.º 648624) e está sediado no Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra. 

Ciclo Memórias Coloniais

MEMÓRIAS COLONIAIS

O debate sobre as memórias do período colonial tem ocupado o espaço público e a produção artística de forma intensa. O ciclo Memórias Coloniais abre espaço a este tema, acolhendo pessoas e projetos implicados em continuidade na sua pesquisa.

Os grupos de investigação AFRO-PORT Afrodescendência em Portugal (ISEG) e Discursos Memorialistas e a Construção da História (Faculdade de Letras Universidade de Lisboa) apresentam a conferência Políticas da memória seletiva da historiadora marroquina Fatima Harrak. Uma reflexão sobre os efeitos da “memória seletiva” no presente político atual, onde a autora defende uma "história cruzada" dos colonizadores e dos povos colonizados.

Tudo passa, exceto o passado é um programa sobre a herança colonial no espaço público, em museus e nos arquivos de vários países europeus, liderado pelo Goethe Institut. Chega a Portugal sob o formato de uma mesa redonda e um ciclo de filmes e debates sobre os arquivos cinematográficos pós-coloniais.

O projeto MEMOIRS — Filhos do Império e Pós-memórias Europeias junta investigadores que se interessam de modo comparado às memórias coloniais dos contextos francês, belga e português, e apresenta um debate, uma sessão de cinema e uma performance à volta da mesma questão: como se manifestam as memórias do fim do colonialismo em termos sociais, culturais e artísticos na Europa. 

O colonialismo e as suas consequências tem sido o tema de eleição da companhia de teatro Hotel Europa. No contexto deste ciclo, André Amálio abre o seu arquivo pessoal de entrevistas, livros, vídeos, fotografias de família e documentos da guerra e revisita as suas criações teatrais na performance de 13 horas O fim do colonialismo português. ACulturgest apresenta também a estreia absoluta de "Os filhos do colonialismo português", uma nova produção do Hotel Europa. Convocámos ainda o artista plástico Francisco Vidal, com quem trabalhámos a imagem dos materiais de divulgação dedicados a este ciclo.

Afinal, o que foi transmitido pelas pessoas que viveram o colonialismo às gerações vindouras? Memórias Coloniais é um convite a esta reflexão. 

 

CALENDÁRIO

Fatima Harrak: políticas da memória seletiva
SET 19 QUI 18:30

Tudo passa, exceto o passado
SET 24 TER 18:30

Hotel Europa: O fim do colonialismo português (instalação)
SET 25 QUA — 27 SEX 11:00 - 18:30
SET 28 SÁB — 29 DOM 15:00 - 18:30

Reimaginar o arquivo pós-colonial 
SET 25 QUA 21:30
SET 26 QUI 21:30
SET 27 SEX 18:30 

Memórias africanas de Portugal
SET 26 QUI 18:30

Hotel Europa: Os filhos do colonialismo
SET 26 QUI 21:00
SET 27 SEX 21:00
SET 28 SÁB 19:00

Artes na Europa no tempo da pós-memória
OUT 3 QUI 18:30

Fatima Sissani: A língua de Zahra
OUT 3 QUI 21:30

Hotel Europa: O fim do colonialismo português (performance)
OUT 5 SÁB 11:00 – 0:00

 

A língua de Zahra de Fatima Sissani
A língua de Zahra de Fatima Sissani
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