Steve Paxton

© Gene Pittman / Walker Art Center.

Steve Paxton iniciou a sua carreira com estudos em diversas áreas, desde as técnicas de ballet e dança moderna, passando pelas artes marciais orientais, que acabaram por contaminar o seu trabalho ao longo dos anos. Evocando a experiência do jogo, influenciado pela prática da ginástica e do Aikido – arte marcial japonesa que torna ineficaz a violência de qualquer ataque – criou, no início dos anos 1970, a técnica Contacto Improvisação que continua a alimentar, um pouco por todo o mundo, inúmeras investigações artísticas e somáticas. O seu profundo conhecimento do corpo, do seu sentir, da sua fisiologia e das relações deste com o espaço e os outros, expresso também na sua mais recente técnica Material para a Coluna, conduz-nos a uma outra dimensão: a da ética do viver em conjunto.

Tendo passado muitos anos em digressão, improvisando em solo, dueto ou em grupo, Paxton vive desde a década de 1970 numa comunidade artística no norte de Vermont. É destes movimentos que surgirá esta conferência. Uma oportunidade rara para ouvir um dos mais influentes bailarinos e coreógrafos contemporâneos.

A Culturgest apresenta o ciclo Steve Paxton que inclui uma exposição com curadoria Romain Bigé e de João Fiadeiro e a apresentação de algumas performances históricas em palco. O programa Paxton não se esgota aqui. A transversalidade do seu trabalho traduz-se ainda numa série de quatro conferências (para além desta), dois workshops sobre Contacto Improvisação e Material para a Coluna, o envolvimento de escolas e a ativação do espaço expositivo numa arena performativa.

10 MAR 2019
DOM 18:30

Grande Auditório

Entrada gratuita*
Duração 90 min

*Entrada gratuita, mediante levantamento de bilhete no dia a partir das 18:00

Em inglês

Live streaming em culturgest.pt

Ciclo Steve Paxton

Coreógrafo, bailarino e improvisador norte-americano, Steve Paxton (1939) tem moldado continuamente a face da dança nas últimas seis décadas. Tendo iniciado a sua carreira nos anos 1950, Paxton dançou com José Limon e Merce Cunningham, foi um dos fundadores da Judson Dance Theatre, fonte de criações coletivas que lançaram as raízes da dança pós-moderna e membro fundador do coletivo de improvisação nova-iorquino Grand Union. Inventou duas técnicas – Contact Improvisation (Contacto Improvisação) e Material for the Spine (Material para a Coluna) –, e cruzou-se com artistas plásticos (como Robert Rauschenberg), tornando-se também marcante para o universo das artes visuais. Tudo isto enquanto escrevia extensamente sobre movimento (mais de cem artigos desde 1970) e atuava em espetáculos de dança improvisada por todo o mundo.

O seu trabalho tem vindo a influenciar coreógrafos e bailarinos, muitas vezes ao ponto de se perder a origem de algumas das suas pesquisas: a análise e integração de movimentos quotidianos (como caminhar), a importância do tato, do peso e do balanço e a abertura ao corpo não-técnico.

Em Portugal, o pensamento de Steve Paxton e do Judson Dance Theater tiveram uma influência decisiva em muitos dos integrantes da chamada Nova Dança Portuguesa, que partilhavam, em vários aspetos, as suas inquietações sobre a relação da arte e do quotidiano.

Partindo desta perspetiva, a Culturgest apresenta o ciclo Steve Paxton que inclui uma exposição com curadoria Romain Bigé e de João Fiadeiro e a apresentação de algumas performances históricas em palco. O programa Paxton não se esgota aqui. A transversalidade do seu trabalho traduz-se ainda numa série de cinco conferências (a primeira das quais com o próprio Paxton), dois workshops sobre Contacto Improvisação e Material para a Coluna, o envolvimento de escolas e a ativação do espaço expositivo numa arena performativa.

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